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Governança: Conselho Estratégico do Museu do Amanhã realiza primeira reunião de 2026

17/04/2026

No último dia 16, o Conselho Estratégico do Museu do Amanhã (CONMAM) realizou sua primeira reunião de 2026, dando continuidade a um modelo de governança estruturado pelo idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão e consolidado ao longo dos últimos anos como um dos pilares da atuação do museu.

O CONMAM opera como instância qualificada de acompanhamento e orientação estratégica, contribuindo para o alinhamento entre programação, sustentabilidade, comunicação, operação e desenvolvimento institucional. Sua atuação também inclui o acompanhamento do desempenho da organização social gestora e a proposição de agendas que ampliem o impacto cultural e social do museu.

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Presidido por José Roberto Marinho, o Conselho reúne lideranças de diferentes setores — cultura, ciência, comunicação, iniciativa privada e gestão pública — que atuam de forma articulada, trazendo visões complementares para o fortalecimento do Museu do Amanhã como referência em gestão cultural e como equipamento central na dinâmica cultural da cidade do Rio de Janeiro.

A composição do Conselho Estratégico do Museu do Amanhã (CONMAM) é formada por:

José Roberto Marinho – Presidente

Lucas Padilha – Representante do Poder Público

Ricardo Piquet – Representante da Organização Social gestora

Edu Lyra (Gerando Falcões)

Eduardo Saron (Fundação Itaú)

Flávia Oliveira da Fraga (GloboNews, O Globo, CBN)

Flávio Ofugi Rodrigues (Shell)

Grazielle Parenti (Vale)

Ian Blatchford (Science Museum)

Josier Marques Vilar (Associação Comercial do Rio de Janeiro)

Manuel Falcão (Globo)

Maria Silvia Bastos (Prefeitura do Rio de Janeiro)

Marisol Penante (IBM)Mauricio Bahr (Engie Brasil)

Miguel Setas (Motiva)

Ronaldo Lemos (ITS Rio)

Ao reunir agentes com trajetórias complementares, o CONMAM amplia a capacidade do museu de antecipar tendências, qualificar decisões e fortalecer sua inserção em agendas contemporâneas, especialmente aquelas relacionadas à ciência, cultura e desenvolvimento sustentável.

A realização da reunião marca o início de mais um ano de trabalho orientado por governança ativa, visão de longo prazo e compromisso com impacto público, dimensões que estruturam a atuação do Museu do Amanhã e do idg.

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Sobre o Museu do Amanhã

O Museu do Amanhã é gerido pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão — idg. O projeto é uma iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebido em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao Grupo Globo. Exemplo bem-sucedido de parceria entre o poder público e a iniciativa privada, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Lei Rouanet, conta com o Itaú como patrocinador estratégico, Shell, Vale e Motiva como mantenedores e patrocinadores que inclui IBM e TAG. Tem a Globo como parceiro estratégico, copatrocínio da Águas do Rio, Heineken e Saint-Gobain, apoio da Bloomberg, Engie, B3, White Martins, Caterpillar, Granado, Mattos Filho, EMS e Porto. Através da Lei de Incentivo Municipal tem o apoio da Accenture e Fitch Ratings e conta com a parceria de mídia da Rádio Mix, NovaParadiso, JB FM, Revista Piauí, Folha de S.Paulo e Canal Curta ON.

SERVIÇO

O Museu do Amanhã funciona de quinta a terça, das 10h às 18h, na Praça Mauá, 1, na região portuária do Rio de Janeiro. Inaugurado em 2015, já alcançou mais de 8,5 milhões de visitantes, consolidando-se como o mais visitado da América do Sul.

museudoamanha.org.br | @museudoamanha

Esperançar futuros possíveis

https://youtu.be/l4dmCo17E1c

https://youtu.be/vCuLghrBkiQ

Trabalhamos diariamente para encantar e oferecer experiências inovadoras.

We work daily to delight and offer innovative experiences.

Atuamos na gestão e desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. Unimos conhecimento, inovação, criatividade e ousadia para dar vida a ideias e contar histórias que provocam reflexões e criam experiências.

We work in the management and development of cultural, environmental and educational projects. We combine knowledge, innovation, creativity and boldness to bring ideas to life and tell stories that provoke reflection and create experiences.

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idg Institucional

A Força do Cuidado

07/05/2026

Cuidar dos irmãos, da casa, dos filhos, dos pais em algum momento. Mas, por favor, não se esquecer de cuidar de si, da sua saúde, do seu corpo, das suas rugas, das viagens que ainda estão em sonho, do seu time, da sua carreira.

Eu sou mulher, sou mãe e sou RH. Então, pra mim e pra tantas mulheres, cuidar é um verbo que grita, especialmente quando sentimos que falhamos em algum desses campos.

Mas, vou me permitir, nesse momento, sair do papel de cuidadora e lembrar de um momento em que me senti extremamente cuidada. Em 2024, eu engravidei e – curioso - a primeira coisa que pensei não foi sobre a barriga, nem sobre o parto. Foi sobre a minha carreira. Será que sigo nesse ritmo sem frear?

Primeira resposta: não. É preciso desenvolver talentos que mentor nenhum vai te ensinar. É você e a sua cria. São vocês dois (no meu caso, nós duas) aprendendo juntas: ela a viver, eu a parar de viver um monte de coisa, pra renascer nesse papel.

E nesse momento tão louco e sublime, estar em uma organização que dê o conforto de passar por essa transição com mais fôlego muda a experiência da maternidade. Afinal, cuidar de um ser humaninho é um projeto gigante. É preciso atenção, paciência, e planejar um futuro que certamente vai te surpreender. Isso tudo demanda tempo e energia. 

E aí veio o momento em que pude entender que o freio era seguro. Primeiro, um plano de saúde que me trazia a tranquilidade de um parto bem amparado. Depois, um time e um gestor absolutamente sensíveis a esse momento, que prestaram atenção e me acolheram mesmo quando eu nem achei que precisasse.

Eu engravidei e o idg tinha a sorte de termos uma substituta maravilhosa: a Thays, na época, coordenadora de RH, experiente e com um trabalho muito respeitado no idg. Tudo certo. Viva o plano de sucessão. E vivam as surpresas da vida. Quando contei a ela que ela iria me substituir na minha licença maternidade, veio a grande notícia: “também estou grávida”. Sim.

É por isso que esse artigo não pode ser sobre a minha trajetória, mas sobre a nossa. E sobre como eu, a Thays e tantas outras existimos como mãe no idg.

Thays não me substituiu na minha ausência, mas foi promovida a Gerente enquanto estava grávida. Fomos até o final da reta das barrigas enormes, juntas. Tivemos nossa licença maternidade estendida e um retorno respeitoso: mais dois meses podendo ser cumpridos em home office e por meio expediente. Quando voltamos à rotina presencial, tivemos a possibilidade de utilizar uma sala de amamentação, pra facilitar a retirada do leite, pra quem segue com o aleitamento materno. Reencontramos nossos lugares, e eles estavam ali bem cuidados. Sentir que você pertence a um lugar significa saber que seus desafios pessoais não são vistos como problemas, mas como parte da sua trajetória.

Poucos meses depois, fui promovida a Gerente Geral de RH no idg. Freei, não parei. A vida aconteceu. Filhos trazem alegrias, desconfortos, renúncias e muita potência também.  E a valorização de "quem cuida" gera um ciclo de engajamento onde o colaborador entrega o seu melhor por se sentir respeitado. Sábias as organizações que conseguem reconhecer isso.

Autoria

Isabella Carneiro

Respeitar a trajetória da maternidade não é concessão, é sensibilidade e estratégia.
Por Isabella de Faria Carneiro – Gerente Geral de Recursos Humanos

SXSW 2026: o que Austin revelou e o que o Brasil já sabia

20/03/2026

Quando você vai ao South by Southwest pela primeira vez, ninguém te avisa que o festival mais importante do mundo de inovação e cultura é, na prática, uma série de conversas em pé, na calçada, entre um painel e outro.

O que de fato acontece está nas margens. Nos corredores, nos bares abertos até tarde, nos encontros entre pessoas que trabalham com música, impacto, tecnologia e territórios — e que raramente ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Em Austin, estavam. Sem agenda de vendas, sem protocolo. É o tipo de encontro que não se agenda, mas que muda o que você vai fazer nos próximos meses.

No palco, o SXSW 2026 foi dominado pela inteligência artificial. Mas o que mais me interessou não foi o barulho em torno dela e sim o contracanto que foi surgindo ao longo dos dias.

Jonah Peretti subiu ao palco com os slides fora de ordem e a conexão falhando. Improvisou e talvez tenha sido a apresentação mais honesta da semana. O argumento central: a internet ficou chata. As plataformas otimizaram tanto o engajamento que acabaram sufocando a criatividade. Viraram fábricas de conteúdo previsível.

Sua aposta é que o futuro não está nos grandes feeds públicos, mas em espaços menores, com curadoria e identidade, onde experiências são genuinamente compartilhadas entre pessoas com referências em comum. Onde o valor não é gerado pelo algoritmo, mas pela cultura. O que a grande tecnologia não consegue automatizar é exatamente isso: comunidade, cultura e gosto.

Isso me atravessou de forma muito concreta. Porque é exatamente o que os projetos do idg já praticam: a curadoria como ato de identidade, a experiência compartilhada como geradora de vínculo real, a cultura como infraestrutura de conexão humana.

O que Peretti está tentando reconstruir no digital, nós já construímos no físico. E esse reconhecimento, de que escala sem alma cria deserto, abre uma janela de oportunidade enorme para quem, como nós, sempre apostou na profundidade.

Esse fio atravessou diversos painéis. A pergunta que ficou no ar não era 'o que a IA vai fazer?', mas 'o que só humanos conseguem criar?'. Para quem trabalha com cultura, essa não é uma pergunta retórica. É um mercado se abrindo.

A São Paulo House foi, para mim, o espaço que melhor respondeu a essa questão... não em teoria, mas na prática.

Com uma curadoria estruturada em eixos que iam de tecnologia a ESG e cultura, a SP House criou algo que o próprio SXSW, em muitos momentos, não conseguiu: profundidade. E trouxe para dentro da casa nomes centrais do festival.

Amy Webb - uma das vozes mais acompanhadas da semana esteve na SP House e destacou que o Brasil tem um senso de comunidade e pertencimento que pode se tornar um diferencial estratégico em um mundo cada vez mais digital e fragmentado: “Eu acredito profundamente que o Brasil vai ser importante nesse cenário.”

Parabéns à Marília Marton, à equipe da Secretaria de Cultura e ao Franklin Costa pela curadoria. A SP House foi o espaço que mais conectou inovação às causas que realmente importam e isso fez toda a diferença.

Tive a oportunidade de apresentar na SP House no dia 15. Falei sobre como acreditamos que a cultura pode ser o principal vetor de transformação real no campo do ESG — não como apêndice de relatório, mas como centro da agenda.

E foi ali que senti com mais clareza algo que vinha se desenhando ao longo da semana.

O debate sobre o que nos faz humanos diante da IA sobre conexão, imaginação e pertencimento chegou ao SXSW com urgência. E é uma conversa importante. Mas, no Brasil, ela já tem endereço. Ela acontece nos museus, nas periferias, nas comunidades. Silenciosamente, com consistência.

Nossa criatividade não nasce de laboratório. Nasce de território, de diversidade, de necessidade. De fazer muito com o que existe. De construir projetos que transformam realidades, que abrem horizontes, que mudam a vida de quem os atravessa.

E isso nenhum algoritmo treina.

Voltei de Austin com mais perguntas do que respostas, mas com algumas certezas fortalecidas.

A primeira: estar presente nesses espaços importa. Não para absorver tendências, mas para afirmar posição. O Brasil não precisa chegar ao SXSW como quem aprende, pode chegar como quem tem algo a ensinar.

A segunda: o momento é agora. Quando o mundo começa a perceber que escala sem identidade é vazio e que tecnologia sem propósito é ruído, o que construímos aqui, com cultura, impacto e enraizamento, passa a ter um valor muito maior do que imaginávamos.

No fim, o que vale não é a ferramenta. É o que você faz com ela para transformar a vida das pessoas.

Como canta o BaianaSystem: “não importa o que você sabe, o que importa é o que você faz com o que sabe.”

E nisso, temos muito a dizer — e ainda mais a fazer.

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Autoria

Daniel Bruch

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